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A4, a Auto-estrada da Injustiça

Tópico retirado da Renascença no dia 16 de Julho de 2010:


A4, a Auto-estrada da Injustiça

O Governo vai cobrar portagens na auto-estrada mais emblemática para o primeiro-ministro. A auto-estrada que liga Vila Real a Bragança vai mesmo ter de ser paga, afirmou hoje o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, num colóquio em Vila Flor.
Os utilizadores também terão de contribuir para um investimento prometido para fazer justiça a uma região isolada, disse o ministro, depois de conhecido o visto prévio dado pelo Tribunal de Contas à Auto-estrada Transmontana (chumbada em Novembro), devido à alteração das condições de financiamento.
“Tudo está definido, as concessionárias têm os acordos de financiamento com os bancos e está tudo regulado. O Tribunal de Contas deu o visto relativamente àquilo que foi obtido e agora vamos olhar para a frente. São infra-estruturas importantes para a região, sem dúvida que vão contribuir para o [seu] desenvolvimento e cabe agora aos agentes económicos aproveitar estas infra-estruturas”, afirmou.
Pouco depois, o ministro sentiu-se na necessidade de esclarecer que as únicas portagens a pagar nas novas concessões rodoviárias de Trás-os-Montes serão as variantes de Vila Real e Bragança e o túnel do Marão.


Autarcas sem consenso sobre portagens

Confiante na palavra do primeiro-ministro sobre a introdução de portagens na Auto-estrada Transmontana está o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, recordando o nome que José Sócrates deu a esta via.

“Eu acredito na palavra de honra do nosso primeiro-ministro, que perante os transmontanos assumiu a construção desta via como «auto-estrada da Justiça» – e bem – e uma política clara de que haveria isenção para zonas desta região mais desprotegidas, com níveis de rendimento abaixo da média e que só haveria portagens na circular entre Bragança e Vila Real”, afirma à Renascença.

Artur Pimentel, presidente da Câmara de Vila Flor, admite, por seu lado, que será mesmo necessário pagar portagens nas novas vias, porque “alguém tem que pagar estes custos”.

Conclusão : Na minha modesta opinião, o contributo para a construção do A4, isto é, a inserção de portagens para contribuir para o investimento, poderá ser viável, se e só se existir uma alternativa a essa mesma. Poderá toar num déjà vu, mas de facto, o Itinerário Principal nº4 (IP4) era a única alternativa para a população do distrito de Bragança, sendo o futuro A4, reconversão do IP4. ( ver mapa )

A4, a Auto-estrada da Injustiça
A sua construção, irá de facto beneficiar as populações da região, captar fluxos e investimento (industrial) nacional e espanhol, aumentar a competitividade e desempenho das empresas e também ordenar o território e contribuir para a atracção de novos agentes de mercado, mas só se for como incentivo.

Esse incentivo parece-me desde já ludibriado.

Pergunto-me se não teria sido mais relevante, apenas virar esse esforço e apenas só para o IC5  e IP2. Recorda-me aquando da adjudicação dessa mesma obra, o nosso actual Primeiro Ministro, José Sócrates, ter referido ser uma Obra para a Justiça (ver video abaixo).

Não vejo pois qualquer justiça e muito menos um investimento, mas sim um investimento Público, para apenas ajudar os meandros maçónicos e  que deixará a população do Distrito de Bragança ainda mais vulnerável.

Contínuo nesta modesta opinião, em que verei um A4 com portagens em toda a sua extensão, uma população revoltada para com os seus autarcas, pois não são capazes de defender os interesses da Região, e ao  Dr Artur Pimentel do Município de Vila Flor, não lhe custará pouco ou menos as portagens, pois os seus gastos diários de deslocação para Bragança é o Zé Povinho, que se acarreta deles.

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