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As politícas Manipuladoras das Seguradoras

Paraplégico

Paraplégico sem justiça há 3 anos


Pedro Andrade tinha 28 anos quando viu, em segundos, a vida mudar de forma radical. Sofreu um acidente e ficou paraplégico, preso a uma cadeira de rodas. Ia de mota para o trabalho, em Albufeira, na manhã do dia 30 de Setembro de 2007, quando um carro se atravessou à sua frente, sem hipótese para evitar o choque. Três anos depois, sem trabalho e com a vida virada do avesso, continua à espera de justiça.

A condutora do carro foi acusada pelo Ministério Público do crime de ofensas à integridade física por negligência grave, por ser "a única responsável pelo acidente". Duas testemunhas presenciaram o choque, à entrada do Hotel Real Santa Eulália, onde a mulher trabalhava. Estava atrasada e cruzou repentinamente a estrada. Pedro não teve hipótese de evitar o embate. Sofreu um traumatismo vértebro-medular, que lhe provocou paralisia do peito para baixo. Ficou ainda "afectado na capacidade de trabalho, procriação e fruição sexual".

A vida de Pedro nunca mais vai ser a mesma. "Nada vai pagar o que sofri e o que vou sofrer para o resto da vida mas, por uma questão de consciência e necessidade, porque não consigo arranjar trabalho, era bom que este processo tivesse um fim", referiu ao CM Pedro Andrade.

O jovem não percebe como é possível que, três anos depois, o processo do acidente que o colocou numa cadeira de rodas esteja parado. "Tanto tempo para se fazer justiça é um massacre para quem ficou com a vida destruída", lamenta.

O julgamento criminal e cível chegou a estar marcado para Abril passado. Mas foi adiado para data incerta. O adiamento foi feito pois, alegadamente, não foram cumpridos prazos para a defesa da condutora.

O CM questionou o Ministério da Justiça sobre a demora, e as respostas foram encaminhadas para o juiz presidente do Tribunal de Albufeira. Este responsável, por sua vez, informou o CM de que "a obtenção de informações sobre processos concretos deve ser solicitada, no âmbito do processo, ao juiz titular do processo". Por esta via, a resposta pode demorar semanas.

TRANQUILIDADE ANULOU O SEGURO APÓS O ACIDENTE


Sete meses depois do acidente, a companhia de seguros da condutora culpada, a Tranquilidade, considerou nulo o contrato de seguro. Alega que encontrou "inexactidões na proposta de seguro relativamente ao condutor habitual". O seguro estaria no nome do marido da condutora. A seguradora tenta assim livrar-se de assumir a indemnização. O CM pediu explicações à Tranquilidade mas não obteve resposta. O pedido de indemnização foi feito contra a condutora, o marido, a Tranquilidade e o Fundo de Garantia Automóvel.

Creditos e Fonte : Correio da Manhã

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