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Google muda seu algoritmo de buscas, por causa da DecorMyEyes

A triste história de uma consumidora levou o Google à decisão de mudar seu algoritmo de buscas.

O "New York Times" publicou uma imensa reportagem sobre Clarabelle Rodriguez, uma nova-iorquina que buscou no site sua marca de óculos favorita e foi direccionada para uma cilada. O primeiro resultado dado pelo Google foi o site da loja virtual DecorMyEyes. Clarabelle não hesitou: acessou o site e encomendou os óculos. Aí, seus problemas começaram. No desenrolar da história, a consumidora recebeu produtos falsos e chegou a ser ameaçada de estupro pelo dono do site.

Por que o infortúnio de Clarabelle obrigou os programadores do gigante de buscas a refazer seus códigos? 

Porque o DecorMyEyes é um dos sites mais criticados da rede, em fóruns de discussão e redes sociais. Só que, pelo algoritmo Google, ao que parece - a confidencialidade dos critérios de page rank do Google está na berlinda nos EUA, tendo sido inclusive tema de editorial do próprio "Times" em julho deste ano -, quanto mais citações sobre um site e seus links ocorrerem na web, mais chance a página tem de aparecer entre os primeiros resultados da busca. Ou, como a matéria do NYT concluiu: para o DecorMyEyes, publicidade ruim na rede é uma coisa boa.

A reação do Google ao ocorrido foi divulgada no blog oficial da empresa por um dos responsáveis pelo algoritmo Google, Amit Singhal:

"Ficamos horrorizados com a terrível experiência da Sra. Rodriguez. Apesar de nossa análise inicial ter concluído que trata-se de um caso isolado, e não de um problema generalizado, convocamos uma equipe para examinar cuidadosamente o ocorrido. Essa equipe desenvolveu uma solução inicial algorítmica, que já está funcionando. Estou aqui para lhes dizer que ter uma má conduta comercial é, e espero que sempre seja, ruim para os negócios nos resultados de busca do Google"

O Google admitiu que poderia lançar mão de um método que bloqueasse sites muito criticados pelos internautas, mas a decisão poderia causar distorções, como o rebaixamento de páginas de políticos impopulares ou de assuntos polêmicos, como aborto, drogas e religião.

A solução algorítmica dada foi diferente dessas, mas seus detalhes não foram revelados por política da empresa. Mas, afirmou Singhal, a mudança no algoritmo pune sites que têm uma conduta ruim com o consumidor.

O Google admite que a medida ainda é inicial e que, portanto, sites ruins ainda podem figurar entre os principais resultados. Mas a empresa acredita que a experiência de busca foi aprimorada com a solução.

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