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Portugal e o (des)emprego


Oleiros e Melgaço, ambos com uma taxa de 2,8%, são os concelhos com menos desemprego. No topo da lista estão Espinho, com 24,6%, e Albufeira, com 22,2%, valores próximos do dobro da taxa de desemprego nacional.


Em Espinho, o mais pequeno concelho do país em área, o desemprego explica-se também pelo fenómeno da "importação". Residem em Espinho e ali são registadas as vítimas do encerramento de importantes unidades industriais dos concelhos vizinhos de Gaia, Ovar e Santa Maria da Feira.
No caso de Albufeira é a sazonalidade que dita os números. Este concelho tem cerca de 40% da oferta hoteleira do Algarve. Com a crise na construção civil e a menor procura internacional do sol algarvio durante a época baixa, o inverno em Albufeira é cada vez mais cinzento. A autarquia viu-se obrigada a abrir uma Cantina Social para atenuar a escassez alimentar de muitas famílias vítimas do desemprego.

O cenário nos concelhos com menos desemprego não é tão risonho como os números parecem indicar. O contrabando e as remessas dos emigrantes já não marcam o ritmo da economia do concelho de Melgaço. Vão valendo os investimentos nos produtos da terra e na beleza natural, como o vinho Alvarinho ou o turismo rural. Captar investimentos é a prioridade. Do outro lado do Rio Minho, que é como quem diz, do lado de lá da fronteira, a Galiza é um forte concorrente, mas é também uma terra de oportunidades. Apesar de Espanha apresentar uma das mais elevadas taxas de desemprego da Europa, dezenas de trabalhadores de Melgaço garantem o sustento no país vizinho.

Oleiros, no distrito de Castelo Branco, depende de meia dúzia de empresas e dos serviços públicos. Para incentivar o investimento, a câmara reduziu ou deixou de cobrar taxas e emolumentos às empresas, mas o pouco desemprego explica-se também pela população. Quem não arranja emprego, sai. Emigra ou foge para o litoral.


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