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Deveria Portugal sair do Euro?

Saída do euro

As vantagens de saída do euro 


Com a perda da soberania monetária, ou seja, da capacidade para emitir moeda própria, transferida para o BCE, onde os grandes países dominam, o financiamento do Estado ficou totalmente dependente dos grandes grupos económicos e financeiros que dominam a economia mundial e a economia portuguesa. 
E isto porque o BCE não financia Estados, por isso o Estado português, para obter os meios financeiros de que necessita tem de recorrer aos grandes grupos financeiros, sujeitando-se às suas exigências, de que é exemplo comprovativo o “Memorando” da “troika” e o Tratado orçamental. 

Ao recuperar a soberania monetária, o país fica com a possibilidade de emitir moeda própria através do Banco de Portugal, e Portugal deixa de ficar dependente, em relação ao seu financiamento em moeda nacional, dos grandes grupos económicos e financeiros como actualmente sucede, pois poderá financiar-se junto do Banco de Portugal a taxas de juros e períodos de empréstimos muito mais favoráveis, o que reduz muito os encargos do Estado com a divida pública. 

O Estado nunca iria à falência por dívidas em moeda nacional, já que ficaria sempre garantido o seu financiamento pelo Banco de Portugal, funcionando este como “solução de ultimo recurso”, que não existe actualmente.
No entanto, é preciso recordar que o endividamento do Estado, pela via de obtenção de empréstimos junto do Banco de Portugal, tem limites que, se forem ultrapassados, terão efeitos negativos perversos e grandes quer na economia quer na vida das pessoas O problema já é completamente diferente em relação à moeda estrangeira, de que o Estado e país precisam para pagar tudo aquilo que se compra no exterior assim como as dividas ao estrangeiro. E a fonte destas divisas são principalmente as exportações.

moeda escudo
A recuperação da soberania e, por essa via, dos instrumentos fundamentais de política macroeconómica não resolve de uma forma automática os grandes problemas estruturais que enfrenta actualmente o país, pois já tivemos esses instrumentos no passado e os problemas mantiveram-se. 

Cria apenas condições para isso. Existem muitos países fora do euro com crescimento anémico (ex. Inglaterra, Suécia, Dinamarca). 

Para além disso uma eventual saída do euro terá lugar num quadro muito mais difícil do que no passado. Nunca tivemos um país, um Estado, empresas e famílias tão endividadas como actualmente, e nunca tivemos uma economia e uma sociedade tão dominado por grandes grupos económicos e financeiros estrangeiros como agora. 
E não tínhamos no passado uma globalização capitalista dominante e uma tão grande concorrência internacional. 

E os economistas, pela responsabilidade social que têm, não devem acalentar ilusões, e não esquecer que a economia, não é uma ciência exacta como a física e a química, pois tem como base o comportamento de milhões de pessoas, e que por isso devem ser mais contidos e rigorosos nas previsões e afirmações que fazem, e mais quando se está perante uma situação totalmente nova como será a saída do euro.

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