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A divida de Portugal ao estrangeiro atingiu 322.176 milhões €

A divida de Portugal ao estrangeiro

O endividamento total ao estrangeiro da administração publica, das empresas publicas e privadas continua a aumentar em Portugal. 


Com a implosão do grupo BES, era de prever que aparecessem os “abutres” com o objectivo de comprar as melhores empresas a preços de saldo. 


E isso aconteceu e vai ter a ajuda deste governo. Paulo Macedo, em declarações aos órgãos de comunicação social, já afirmou que o governo não levantaria qualquer obstáculo à venda da Espírito Santo Saúde a um grupo mexicano, embora esta empresa tenha uma importância grande na área da saúde em Portugal, sendo mesmo responsável pela gestão do hospital público de Loures. 
O mesmo sucede com a seguradora Tranquilidade, objecto também da cobiça de vários grupos estrangeiros que a querem comprar por apenas 50 milhões €, certamente um preço de saldo. Pela mão deste governo já foram entregues a grupos estrangeiros o controlo de empresas estratégicas, como aconteceu com a CIMPOR, a EDP, a REN, a ANA, os CTT, a Fidelidade, o grupo de saúde HPP da CGD, e agora até a saúde, um bem público. 

E depois será o “Novo Banco”. Tudo isto com a justificação falsa de que é bom para Portugal e para o seu desenvolvimento pois, segundo ele, atrai investimento. No entanto, “esqueceu-se” de dizer que esse investimento não cria mais riqueza, mas limita-se a apropriar-se da existente. 

Por isso interessa analisar os efeitos desta política de subserviência ao estrangeiro. 

Em Junho de 2014, a divida das Administrações Públicas, mais a das empresas (públicas e privadas) e a dos particulares atingia 767.226 milhões €, o que correspondia a 4,6 vezes o valor do PIB previsto para 2014. 
Para além deste colossal endividamento que cresceu significativamente com o governo PSD/CDS (entre 2010 e 2014, subiu de 414,3% do PIB para 460,4% do PIB), a gravidade é ainda maior se se tiver presente que parte importante desta divida resulta de financiamento exterior. 

Entre 2010 e 2014, o financiamento estrangeiro aumentou de 168.789 milhões € para 223.441 milhões €. Se juntarmos a esta divida ao exterior o financiamento da banca a operar em Portugal por grupos estrangeiros - 98.732 milhões € - conclui-se que, em Junho de 2014, a divida ao estrangeiro atingia 322.176 milhões €, o que correspondia a 193,3% do PIB previsto para este ano. 
Isto significa que depois de tantos sacrifícios impostos ao país, o garrote da divida externa não diminuiu. Entre 2010 -Junho 2014, a divida das Administrações Públicas ao exterior aumentou de 185.844 milhões € para 262.142 milhões€, o que é extremamente preocupante pois, para além de ser enorme, gera dependências que são utilizadas para justificar mais e maiores sacrifícios.

Para saber mais sobre o estudo, clique aqui

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