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Sem TGV, Sem Ajuda...

Ao que parece, a UE cortará em 600 milhôes de Euros, referente aos fundos Comunitários, caso Portugal não avance com o projecto do TGV, entre as duas cidades Ibéricas, Madrid-Lisboa, segundo a publicação editada pela SIC e ao qual se lê:

" Cada vez mais reduzida, a velocidade do projecto tem agora cerca de 4 anos para ser retomada. Caso contrário, os fundos comunitários serão cancelados. O valor é de 608 milhões de euros não transferíveis para outros projectos. Desses, 364 milhões respeitam à ligação entre as duas capitais ibéricas. Um total que inclui mais de 50 milhões para a terceira travessia do Tejo, cujo concurso foi anulado em Setembro pelo Governo e que vai levar a Mota Engil a pedir uma indemnização ao Estado pelos gastos que teve.

Em resposta dada por escrito à TSF, o comissário europeu dos Assuntos Regionais revela que Portugal apenas mostrou intenção de atrasar as ligações Lisboa-Porto-Vigo. A conexão à capital espanhola mantém-se prevista dentro do actual quadro comunitário de apoio.

O Fundo de Coesão prevê ainda outros gastos, até 2015, em alta velocidade. Mil milhões que poderão ser transferidos, assim sejam aceites pela Comissão Europeia as explicações lusas.

Pelo caminho estão 300 milhões de euros gastos desde o arranque do processo TGV. O jornal I revela que a RAVE - Rede de Alta Velocidade - já despendeu 100 milhões desde 2001 em projectos, estudos e consultorias diversas. Ao total junta-se os custos dos consórcios concorrentes e adiciona-se a crítica situação financeira e económica do país. "

Num momento em que a Troika ou Troica - o grupo que compõe, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), definem como objectivos e metas orçamentais que já constavam no PEC4 (última versão do Programa de Estabilidade e Crescimento) que serão para cumprir à risca e sem alargamento dos prazos, fonte do Diário Económico, mas que, por outro lado, a Comissão Europeia visa em impor condições e gastos superfluos, no momento em que o País, passa por um enorme resgate financeiro.

Grupo PIIGS
Chego a pensar que afinal, que o Grupo PIIGS - "o conjunto das economias de Portugal, Itália, Grécia e Espanha, acrónimo originalmente usado na imprensa britânica, para ilustrar a má performance económica desses 4 países" não é o único Grupo que se caracteriza pelo altos níveis de endividamento na Economia Europeia, em que algumas delas, no Bloco da União Europeia, também dão sinais de vulnerabilidade. Pois, uma Europa que impõe um sacrifício e um rigor nas nossas contas públicas, é de estranhar, numa atitude, em que obrigue Portugal a assumir investimentos que não são, de certeza, para poupar o nosso País, tanto na Balança do Défice como Socialmente.

Continuo, nesta linha, de pensamento, que afinal o resgate financeiro, não só é para o PIIGS, mas sim para uma Europa que se aproveita e aproveitou das pequenas Economias, não só para criar e explorar os seus mercados, como também, para minar os poucos Tostões que elas tinham.
Isto tudo numa doutrina e influência imposta por Países, que denominadamente se dizem fora duma crise económica e com os seus défices controlados . Como exemplo, temos uma França, um País que é a quinta nação mais rica do planeta em termos de PIB nominal, em que, equiparando as Dividas Públicas dos 2 Países, Portugal- França, em valores percentuais, a semelhança é abismal, mesmo sabendo, que o potencial dessas 2 economias , não se poderão igualar nem em Riqueza como em Produtividade.
( Ver Graficos ).


Dívida pública França - Portugal


Dívida pública França - Alemanha


Afinal, nesta economia, de Mercado Comum Europeu, quem é o Beneficiário e quem é o Resgatado?

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